Ir para o conteúdo
Acelera Social Acelera Social
Comprar
Blog Seja um Revendedor
Entrar Registre-se 🚀
Pinterest

Pin de produto no Pinterest: o catálogo que a loja precisa

Redação Acelera Social revisado em

Grade vertical de fotos de produto alimentada por um arquivo de dados que sai do site de uma loja

Pin de produto no Pinterest não é um formato que você publica à mão. Ele nasce de um catálogo: um arquivo que a sua loja entrega ao Pinterest, e que o Pinterest transforma em pins, um por produto. Se você está subindo a foto do produto e colando o link na descrição, você não tem pin de produto. Tem pin comum com link.

A diferença não é cosmética. Ela muda quem controla o conteúdo do pin e o que acontece quando o estoque acaba.

O que muda quando o pin vem do catálogo

Num pin comum, você digita o título e a descrição. Num pin de produto, esses campos saem da linha do catálogo — junto com preço, disponibilidade e link de destino.

A consequência prática é a atualização automática. Você mudou o dado na loja, o pin acompanha na próxima leitura da fonte. Não há pin para editar, porque o pin é um reflexo do arquivo.

O Pinterest também sabe puxar dado direto da página do produto por marcação no HTML, o que é assunto dos Rich Pins e do que o seu site precisa ter — os pré-requisitos de conta e domínio são os mesmos, e estão detalhados lá.

O que o Pinterest exige antes de o catálogo existir

Os requisitos são publicados pela plataforma e vale conferir na fonte: antes de começar com catálogos, no site do Pinterest. O que está listado lá:

  • Conta comercial no Pinterest, não conta pessoal.
  • Site reivindicado — você prova que o domínio é seu, por marcação no HTML, arquivo no servidor, registro DNS ou conexão com o Google Merchant Center. O procedimento está em reivindicar seu site.
  • Tag do Pinterest instalada no site.
  • Site que atende às diretrizes de comerciante, com contato, política de envio e política de reembolso acessíveis.

O último item é o que mais reprova loja pequena, e não tem nada a ver com o catálogo em si: é a página de política que ninguém escreveu ainda.

A fonte de dados é o trabalho real

O catálogo é lido de uma fonte de dados — um arquivo que lista os seus produtos, hospedado num endereço que o Pinterest visita de novo periodicamente.

Antes de montar esse arquivo na mão, procure no painel da sua plataforma de e-commerce. Se ela já exporta feed de produto para outros canais, quase sempre exporta para o Pinterest também, e você só precisa apontar o endereço.

Uma coisa merece atenção: o identificador de cada produto. É ele que amarra o pin ao item, não o título nem a imagem. Trocar o identificador de um produto que já circula cria um produto novo aos olhos do Pinterest, e o histórico do antigo não vem junto. Se você vai migrar de plataforma, mantenha os identificadores.

O que muda na rotina de quem já tem loja

Você para de curar pin por pin. O catálogo publica em escala, e a sua curadoria vira decisão de dado: qual imagem é a principal, como o título está escrito, em que categoria o produto entra.

Isso é uma troca, não um upgrade. Título de catálogo é título de loja, do tipo "Camiseta Básica Gola O Preta Tam P", e não é assim que alguém procura roupa num serviço que funciona como buscador visual. Muita loja mantém as duas frentes: catálogo para cobertura, pin editado à mão para o que ela quer empurrar.

Quando o produto sai de linha

A resposta certa é marcar indisponível no dado, não apagar a linha e nem deixar a página morrer.

Produto marcado como fora de estoque sai da circulação de produto de forma limpa. Se ele voltar, volta com o mesmo identificador e não recomeça do zero.

Apagar a página do produto e deixar o link apontando para o nada é o pior caminho, porque o pin já salvo por outras pessoas continua existindo — o que acontece com os salvos quando o link do pin quebra é um problema separado, e nasce exatamente aqui.

Sobre quanto tempo a mudança leva para aparecer, não há resposta honesta em número: depende de quando o Pinterest lê a sua fonte de novo.

Catálogo não é anúncio, e nenhum dos dois vende sozinho

Duas confusões comuns, nesta ordem.

Catálogo é distribuição orgânica de produto. Anúncio é mídia paga, que pode usar o catálogo como base, mas é outra camada — com orçamento, segmentação e cobrança próprios. Ter catálogo não gasta verba, e ter verba não substitui o catálogo. A decisão entre as duas frentes está em anúncio ou conteúdo orgânico.

E o pin de produto não vende. Ele coloca o produto na frente de quem estava procurando algo parecido, com dado atualizado. Quem decide a venda é a página que recebe o clique: se ela carrega devagar, se o preço bate com o do pin, se o frete aparece antes do checkout. Essa parte do caminho é a mesma de sempre, e está em como fazer seus seguidores comprarem de você.

Uma coisa o catálogo não preenche: o número de salvos que aparece no pin. Ele não está na sua linha de dados e não é decidido por você — é contagem, e muda a leitura de quem chega ao pin de produto e olha. É só nessa camada que salvos para o pin de produto atuam: o número exibido sobe. Eles não corrigem preço desatualizado, não devolvem à circulação o item marcado como fora de estoque, não antecipam a próxima leitura da sua fonte, não fazem o Pinterest mostrar o pin a mais ninguém e não melhoram a página que recebe o clique — que, como o parágrafo acima diz, é quem decide a venda.