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Marketing Digital

Existe SEO para redes sociais? O que o termo quer dizer

Redação Acelera Social

Dois campos de busca lado a lado, um na tela de um celular e outro na barra de um navegador

Existe, mas o nome engana. SEO quer dizer otimização para mecanismo de busca. E, em redes sociais, o termo é usado também para o que não envolve mecanismo de busca nenhum: ajuste de conteúdo para o feed, que é outro sistema.

Vale separar isso antes de gastar esforço. Sobre o seu perfil agem duas buscas diferentes, com donos diferentes e objetivos diferentes. Nenhuma das duas é o feed.

O que as pessoas querem dizer quando falam isso

A expressão cobre três coisas que a conversa não separa:

  1. Aparecer no campo de busca do próprio aplicativo, quando alguém digita uma palavra ali dentro.
  2. Aparecer no buscador de fora, quando alguém procura o seu nome na web.
  3. "Agradar o algoritmo" e conseguir mais entrega no feed.

Os dois primeiros são busca. O terceiro é recomendação: ninguém pediu nada, o sistema ofereceu. Chamar isso de SEO embaralha tudo, porque as táticas de um não se transferem para o outro.

Dois sistemas, dois donos

Busca de dentro do app Buscador de fora
Quem mantém o índice a própria rede o buscador
O que quer entregar contas e posts daquela rede qualquer página da web
Quem está buscando quem já está no aplicativo quem talvez nunca tenha usado a rede
O que consegue alcançar o que a rede decide expor no campo o que abre sem login
Para onde leva o resultado outra tela do mesmo app uma página, dentro ou fora da rede

A quarta linha é a que mais custa a quem ignora. O buscador de fora só chega ao que carrega sem conta e sem senha: o que fica atrás de login é invisível para ele, e quanto do seu perfil fica atrás de login depende da rede — superfície por superfície, a lógica é própria. A busca de dentro não tem esse problema: roda em cima do banco de dados da própria rede. O limite dela é comercial, não técnico: a rede mostra no campo o que ela quer mostrar.

O que as duas têm em comum: texto

As duas só conseguem casar palavra. É o único ponto em que se parecem, e é o mais útil de saber.

O denominador comum é o texto que você digitou: nome de usuário, nome de exibição, bio, legenda, tag. O que cada aplicativo faz além disso — reconhecer palavra falada no vídeo, texto escrito na tela, texto dentro da imagem — varia de rede para rede e muda sem aviso. Trate como bônus, nunca como base.

Duas consequências diretas. O nome de usuário é o campo mais casado pelas duas buscas, e é justamente o que você não deveria trocar sem contar o custo. E a tag é texto que só a busca de dentro lê — o que explica boa parte da confusão sobre para que hashtag ainda serve.

Por que a tática de uma raramente serve a outra

Coloque cada esforço na coluna certa:

  • Palavra que descreve o que você faz, no nome e na bio. Serve às duas. É o único caso de sobreposição limpa.
  • Tag. Só a busca de dentro.
  • Palavra escrita na capa ou dita em voz alta no vídeo. Só a busca de dentro, e só nas redes que fazem isso.
  • Texto longo numa página que abre sem login. Só o buscador de fora.
  • Curtida e seguidor. Nenhuma das duas, como fator de busca.

O último item é o mal-entendido que sustenta o termo inteiro: tratar contador de curtida e de seguidor como fator de ranqueamento. Dentro do app, esses números pesam na recomendação, não no campo de busca. Fora, o que sinal social move e o que não move é uma discussão à parte.

O que muda para quem publica todo dia

Pouca coisa, e sempre a mesma: escrever a legenda pensando em quem não te segue.

Quem te segue chega pelo feed e não digita nada. Quem chega por busca digitou uma palavra e precisa que essa palavra esteja escrita em algum lugar do seu post. São dois leitores, e o segundo aparece depois — o conteúdo achado por busca continua sendo achado semanas depois de publicado, uma curva completamente diferente da do feed.

Decida qual dos dois você quer em cada publicação. O mesmo post raramente atende os dois bem.

Quando a expressão faz sentido

Faz sentido quando o objeto é uma página que alguém pode procurar: um perfil, um vídeo com título e descrição, um pin, uma discussão pública. Aí há índice, consulta e resultado — otimizar quer dizer algo concreto.

Não faz sentido quando o objeto é o feed. Ali não existe consulta. O nome certo é distribuição, e as regras são outras.

Um limite para fechar: nenhuma das duas buscas publica como decide a ordem. O que está acima descreve o mecanismo, não a fórmula. Quem garante posição no campo de busca de um aplicativo está vendendo palpite com cara de método.