Página de links na bio: o que ela faz com o seu tráfego
Redação Acelera Social
Se você tem um destino, aponte o link do perfil direto para ele. Se você tem quatro, a página intermediária deixa de ser enfeite e passa a ser a única forma de caber tudo num campo só.
A pergunta não é qual das duas é melhor. É quantos destinos existem de verdade, quantos toques o visitante aceita dar e quem fica com o registro do clique.
| Link direto | Página com vários links | |
|---|---|---|
| Toques até o destino | um | dois ou mais |
| Destinos que cabem | um | quantos você quiser |
| Quem escolhe para onde ir | você | o visitante |
| Endereço que aparece | o do seu site | o da página, que pode não ser seu |
| Registro do clique | chega inteiro no seu relatório | passa por uma camada antes |
| Trocar a oferta | mexer no perfil | mexer na página, sem tocar no perfil |
Os três critérios que decidem
Quantos destinos você tem de verdade
Não é a lista do que existe. É a lista do que você quer que alguém abra hoje: loja, catálogo, conversa direta, formulário de orçamento, o vídeo novo, o link de uma parceria que acaba no fim do mês.
Faça essa lista honesta antes de decidir. Se ela tem um item, a página intermediária só acrescenta um toque. Se ela tem quatro e você escolhe um, os outros três deixam de existir para quem chega pelo perfil.
Quanto clique se perde a cada toque
Todo toque a mais é uma chance de desistir. A pessoa tocou no link com uma intenção formada pelo post que ela acabou de ver. A página de links pede que ela decida outra vez, agora com o post fora da tela e com quatro botões parecidos na frente. Parte dela não decide.
O tamanho dessa perda no seu caso nenhum artigo pode dizer — depende de quanto o seu post prepara o clique e de quanto os seus botões se distinguem entre si. O que faz alguém tocar no link, antes de qualquer página, é o texto que está acima dele, e isso é assunto de a primeira linha da bio do Instagram.
Quem fica com o registro da visita
Quando o clique passa por uma página hospedada em outro domínio, ele é contado lá primeiro. Duas consequências práticas: o número que você olha é o daquela camada, e a visita pode chegar ao seu site identificada como vinda daquele endereço, e não da rede social.
Isso embaralha o relatório de origem. Por que os dois números discordam, e como marcar cada link para ele se identificar na chegada, está em como saber se a visita veio da rede social ou da busca.
Quando a página com vários links ganha
- Você tem mais de um destino ativo ao mesmo tempo e nenhum deles pode ficar invisível.
- O perfil oferece um único campo clicável e você publica sobre assuntos diferentes na mesma semana.
- A oferta troca de tempo em tempo e você prefere editar uma página a mexer no perfil a cada mudança.
- A mesma bio serve várias redes e você quer um endereço só para atualizar.
Se o motivo de querer vários links é mostrar várias coisas, vale saber que o link não é a sua única vitrine: o topo do perfil também mostra, e o que colocar ali está em o que fixar no topo do perfil.
Quando o link direto ganha
- Existe um destino e uma ação. Comprar, agendar, assinar, falar com alguém.
- O clique é pago. Se você anuncia, cada toque perdido no meio do caminho foi comprado e não chegou.
- O destino precisa ser um endereço seu, porque histórico e menção ficam onde a página mora.
- A página de destino já resolve várias coisas. Um site com menu não precisa de um menu antes dele.
O que essa camada extra significa para quem chega pela busca
Uma página de links é uma página: tem endereço, pode ser indexada e pode aparecer quando alguém procura o seu nome. Aí a diferença entre hospedá-la em domínio de terceiro ou no seu deixa de ser detalhe — links de fora, menções e histórico ficam com o domínio onde ela mora, não com você.
Duas coisas que essa camada não faz.
Ela não melhora a sua posição na busca. O link que sai de um perfil social costuma sair marcado de um jeito que não transfere autoridade, e o que ele faz de útil apesar disso está em o link do seu perfil social passa autoridade para o site?.
E ela não atende quem vem do buscador. Essa pessoa digitou uma dúvida e espera resposta. Uma lista de botões não responde nada, e quem cai nela volta para os resultados.
Fazer a sua própria página de links, no seu endereço
Existem serviços prontos que hospedam esse tipo de página, do gratuito ao pago. Este texto não avalia nenhum — o critério aqui é outro: de quem é o endereço.
O que muda ao montar a página no seu próprio domínio:
- O endereço é seu, e o que ele acumula na busca acumula para você.
- O registro do clique chega sem intermediário.
- Você decide o que cabe nela. Um parágrafo dizendo quem você é serve a quem veio do buscador; uma pilha de botões, não.
O que não muda: o toque extra. O visitante continua tocando duas vezes e a desistência do meio do caminho continua lá. Página própria resolve propriedade, não atrito.
Se você ainda não tem endereço nenhum além dos perfis, a decisão anterior a esta está em não tenho site: o perfil social dá conta?.
O erro que anula a decisão
Encher a página de destinos e não medir nenhum.
O sintoma é direto: a página tem oito botões e você não sabe dizer qual deles foi tocado na semana passada. Sem isso você não está escolhendo entre um link e vários — está torcendo.
Duas correções que cabem numa tarde:
- Corte para o que você defenderia em voz alta. Botão que ninguém toca não é neutro: ele divide a atenção que os outros precisavam ter.
- Ordene pelo que você quer que seja tocado. A leitura é de cima para baixo, e ninguém tem obrigação de chegar ao fim da lista.
O link do perfil é um campo, não uma estratégia. Lista honesta com um destino: aponte para ele e economize o toque. Lista com vários: aceite a camada e pague por ela com medição, porque ela cobra em clique.