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Tamanho do story do Instagram: a medida certa e a área que some

Redação Acelera Social

Retângulo vertical 9 por 16 com faixas sombreadas no topo e no rodapé indicando a área coberta pela interface

A medida é 1080 × 1920 pixels, proporção 9:16. Essa é a resposta curta, e ela resolve metade do problema. A outra metade é que nem tudo o que cabe nesse retângulo aparece — e é aí que a arte bem-feita estraga.

O que acontece quando a medida está errada

O Instagram não recusa arquivo fora do 9:16. Ele ajusta, e o ajuste tem duas formas, dependendo de para que lado a imagem desvia:

o que você enviou o que o story faz
mais quadrada que 9:16 centraliza e preenche as sobras com fundo
mais alta que 9:16 corta o topo e o rodapé
mais larga que 9:16 corta as laterais

O caso que mais dói é o terceiro: uma arte feita em 1080 × 1080 vira um quadrado no meio da tela com duas tarjas, e o que você escreveu nas bordas fica espremido. O segundo é pior ainda porque é silencioso — o corte leva exatamente a parte que você considerou mais importante e colocou no topo.

A área que você não controla

Mesmo com a medida exata, o topo e o rodapé do story não são seus. Em cima ficam a barra de progresso, sua foto, seu nome e o horário. Embaixo ficam a caixa de resposta e os botões de compartilhar e enviar. Esses elementos são desenhados por cima da sua arte, e a altura que eles ocupam muda conforme o aparelho — celular com recorte na tela come mais espaço.

A consequência prática é uma regra só: mantenha texto e logotipo na faixa central. Tudo o que for essencial deve sobreviver a perder uma tira em cima e outra embaixo. Quem desenha com o texto colado no topo descobre o problema depois de publicar, olhando no celular de outra pessoa.

Isso vale dobrado para enquete, caixinha de pergunta e qualquer adesivo interativo: eles são colocados sobre a arte e tapam o que estiver embaixo. A mecânica de cada um está em enquetes e caixinhas nos stories.

Vídeo: a mesma medida, outro limite

Vídeo em story segue o mesmo 1080 × 1920. A diferença é o tempo: um vídeo longo é fatiado em partes sequenciais, e cada fatia é um story. Isso importa para a contagem — quem assiste só a primeira parte conta como visualização de uma, não das outras. Quem mede desempenho de story sem saber disso compara números que vieram de denominadores diferentes.

Reels usa a mesma proporção e não é a mesma coisa: ele vive no feed, tem distribuição própria e aparece para quem não segue você. A diferença de entrega entre os dois está em como o Instagram decide os stories.

O que decide se alguém assiste até o fim

Medida certa resolve o enquadramento. Ela não resolve o que acontece depois do primeiro segundo — e o story é implacável nisso, porque o gesto de passar para o próximo custa nada. Arte na medida com conteúdo morno perde o espectador na mesma velocidade de arte cortada.

Tem um ponto, porém, em que o número pesa: o story é um formato de sequência, e quem abre o seu depois de ver o de outra pessoa compara sem perceber. Story com visualização muito baixa num perfil que aparenta ter público lê como conteúdo que ninguém achou interessante. Quando esse é o degrau, visualizações nos stories mexem nesse contador específico — e não mexem em quem responde a caixinha, não votam na enquete e não deslizam para cima. Isso continua vindo de quem assiste de verdade.

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