Tags no YouTube: o que elas ainda fazem, segundo o próprio YouTube
Redação Acelera Social
As tags do YouTube quase não fazem diferença, e quem diz isso é o YouTube.
Na página de ajuda sobre o assunto, a plataforma escreve que as tags podem ser úteis quando o conteúdo do vídeo é comumente escrito errado e que, fora esse caso, elas têm papel mínimo na descoberta. Na mesma página, ela aponta o que pesa: título, miniatura e descrição. Está na ajuda oficial sobre tags de vídeo.
Isso contraria dez anos de tutorial. Mas é a fonte, e é ela que vale.
Qual é a exceção, e como usá-la
A exceção é ortografia. Se o nome do que aparece no seu vídeo é escrito de dez jeitos diferentes pelas pessoas, a tag serve para cobrir as grafias que você não vai colocar no título.
Casos típicos:
- nome de marca estrangeira que o brasileiro escreve de ouvido;
- nome próprio com e sem acento;
- sigla que aparece junta e separada;
- termo técnico que tem versão em português e em inglês.
Se o seu assunto não tem esse problema, a lista de tags pode ficar curta sem prejuízo nenhum.
Onde ficam, na prática
No YouTube Studio, em Conteúdo, abrindo o vídeo e clicando em "Mostrar mais": as tags ficam no fim, depois de descrição, categoria e legendas. No envio de um vídeo novo, elas estão em "Mais opções".
Duas regras que valem a pena guardar:
Tag não é hashtag. A tag fica num campo próprio e não aparece para o espectador. A hashtag é escrita na descrição, aparece acima do título e funciona de outro jeito — o papel dela em cada rede está em hashtags: para que ainda servem e como escolher.
Não despeje tags na descrição. O YouTube trata o excesso de tags no texto da descrição como prática de spam, e isso está na mesma página de ajuda. É o único jeito de a tag te prejudicar de verdade.
O que realmente decide se o vídeo é exibido
Se as tags têm papel mínimo, sobra o quê?
A miniatura e o título, juntos. Eles são a decisão de clicar. Nenhum dos dois funciona sozinho — miniatura boa com título vago perde para a combinação que promete a mesma coisa duas vezes.
O que acontece depois do clique. Quanto tempo a pessoa fica, e se ela continua no YouTube depois. É a parte que nenhum campo de formulário controla.
A descrição, para a busca. É lá que o texto do seu vídeo existe em palavras. Ela trabalha nas duas buscas em que o vídeo aparece, e elas não são a mesma: a busca do YouTube e a busca do Google leem coisas diferentes.
O desenho geral de como a plataforma decide o que mostrar está em como funciona o algoritmo do YouTube.
O tempo que sobra quando você para de caçar tag
Existe uma indústria pequena vendendo "as melhores tags" e extensões que copiam a tag do concorrente. Pelo que a própria plataforma publica, esse trabalho compra pouco.
O mesmo meia hora rende mais em:
- refazer a miniatura e testar duas versões;
- reescrever os primeiros 15 segundos do vídeo;
- escrever uma descrição que explique o vídeo para quem não o viu.
E o vídeo que não sai do zero
Tem um problema que nenhuma dessas coisas resolve: o vídeo publicado que não recebeu nenhuma exibição e, por isso, não dá sinal nenhum sobre se o título e a miniatura funcionam. Sem tráfego não há dado, e sem dado não há o que corrigir.
É o caso estreito em que faz sentido contratar visualizações para um vídeo do YouTube: tirar o contador do zero para que o vídeo deixe de parecer abandonado para quem chega pelo canal. O que sobe é o número exibido. Retenção, comentário e inscrição continuam dependendo do vídeo — e é bom contar com isso desde o começo.
Em uma frase
Preencha as tags em um minuto, cobrindo grafia errada, e gaste o resto do tempo na miniatura, no título e nos primeiros quinze segundos.