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SoundCloud

SoundCloud grátis ou Next Pro: o que muda para quem publica

Redação Acelera Social

Duas telas de publicação de faixa lado a lado, uma com recursos travados e outra liberada

A conta gratuita publica, aparece na busca, recebe curtida, repost e comentário. O que ela não faz é deixar você mexer no que já publicou, ver de onde vieram os ouvintes, marcar uma data de lançamento ou levar a faixa para fora do SoundCloud. É por isso que se assina — não pelo contador de plays, que é igual nos dois lados.

E a primeira coisa a dizer é que o nome mudou.

Next Pro hoje se chama Artist Pro

O SoundCloud reorganizou os planos de quem publica. "Next Pro" é o nome que ficou na cabeça de todo mundo e continua vivo em links de checkout, mas a página oficial de planos hoje lista dois degraus pagos para artista: Artist e Artist Pro. Quem procura Next Pro cai no Artist Pro.

A mudança não é só de rótulo. Antes a decisão era gratuito ou pago. Agora existe um degrau do meio: um plano barato que libera os mesmos recursos, mas com um contador mensal em cada um deles.

O que cada plano libera

Gratuito Artist Artist Pro
Cota de upload limitada limitada sem limite
Estatística de audiência básica parcial completa
Substituir o arquivo da faixa não algumas por mês sem limite
Agendar lançamento não não sim
Distribuir para outras plataformas não algumas por mês sem limite
Monetizar não algumas por mês sem limite

Quantos são esses "algumas por mês" está na página oficial, e muda sem aviso. Trate a tabela acima como o desenho da decisão, não como ficha técnica.

A cota de upload é medida em horas, não em faixas

Esse é o item que mais confunde. O limite do gratuito não é um número de faixas: é um total de horas de áudio na conta. Vinte músicas curtas podem caber onde três sets de uma hora não cabem. Quem faz canção de dois minutos raramente encosta no teto; quem publica set, mixtape ou episódio de podcast encosta rápido.

Duas consequências práticas. A cota é estoque, não torneira mensal — apagar uma faixa devolve o espaço dela. E, segundo a central de ajuda do SoundCloud, estourar a cota não apaga nada: as faixas mais antigas saem do ar para o público, continuam visíveis para você na sua página de faixas, e voltam quando a conta passa a caber de novo. Se você já viu faixa antiga desaparecer sem explicação, essa costuma ser a explicação.

Estatística: o gratuito mostra o resultado, o pago mostra o caminho

O gratuito conta play, curtida, repost e comentário. O que ele não entrega é o contexto: por onde o ouvinte chegou, em que cidade ele está, quanto do público voltou. O plano de cima abre o painel inteiro, com histórico inteiro.

Isso vale zero para quem não vai abrir o painel. Para quem vai, é o argumento mais concreto a favor de assinar — e vale saber antes o que cada campo significa, porque ali convivem números parecidos que medem coisas diferentes, assunto de como ler as estatísticas do SoundCloud.

O arquivo publicado deixa de ser definitivo

No gratuito, a faixa que subiu é a faixa que fica. Erro no master, versão errada, remaster novo: o único caminho é apagar e subir outra vez. E aí você recomeça do zero em plays, comentários e reposts, com um endereço novo que ninguém tem salvo. O tamanho desse prejuízo está em reenviar a mesma faixa no SoundCloud.

A assinatura tem substituição de arquivo: você troca o áudio e mantém o mesmo endereço, o contador, os comentários com marca de tempo e quem já reposteou. Para quem publica material que pode precisar de correção depois — produtor, DJ, quem entrega para cliente — esse recurso sozinho já resolve a discussão.

Agendar lançamento é só do plano de cima

Nem o degrau do meio agenda. No Artist Pro você sobe a faixa, marca dia e hora, e ela abre sozinha. Não confunda com o link privado, que serve para mostrar a faixa antes a quem você escolher, sem publicá-la; a diferença entre os dois está em link secreto do SoundCloud.

Quem coordena lançamento com data — post combinado, envio para curador, estreia junto com outra plataforma — sente falta disso. Quem publica quando termina de mixar, não.

Distribuição e monetização entram pela mesma porta

Usar o próprio SoundCloud como distribuidora, para levar a faixa a Spotify, Apple Music e o resto, é recurso de assinante: medido por faixa no plano barato, liberado no de cima. Monetizar segue a mesma lógica de contador.

Duas ressalvas honestas. Assinar não habilita ninguém a monetizar por decreto: é preciso ter os direitos do que você publicou, e esse pré-requisito reprova mais gente que qualquer plano — o que checar está em os direitos da faixa antes de monetizar. E distribuir pelo SoundCloud é conveniente, não obrigatório; a escolha de onde a faixa deve estar é anterior à do plano, e onde lançar uma música compara os destinos.

Quem ainda não precisa assinar

  • Você tem poucas faixas, todas curtas, longe do teto.
  • Você publica quando fica pronto, sem data marcada.
  • Você não abre painel de métrica, e sabe que não vai abrir.
  • A sua música já é distribuída por outra empresa.
  • Você ainda está testando se o SoundCloud é o lugar do seu som.

Nesses casos o gratuito não é uma versão amputada: é a conta certa. Publique, veja se aparece ouvinte, decida depois.

Quem já perdeu tempo por não ter assinado

  • Quem apagou e subiu de novo uma faixa que tinha comentário e repost, só para trocar o master.
  • Quem publica áudio longo e viu faixa antiga sair do ar sem saber por quê.
  • Quem combinou data de lançamento com terceiros e teve de acordar na hora para clicar em publicar.
  • Quem passou meses sem saber de onde vinha o ouvinte, e por isso não soube onde tocar.

O padrão é o mesmo nos quatro casos: o prejuízo não foi o valor da assinatura, foi o trabalho refeito.

Preço: olhe na fonte, não aqui

Este texto não cita valor de propósito. É cobrança de terceiro, em dólar, com desconto anual, promoção por região e reajuste sem aviso — qualquer número escrito hoje envelhece antes de você ler. A mesma página oficial de planos mostra o valor de hoje.

E um teste rápido fecha a decisão sem precisar do preço: liste o que você pretende publicar nos próximos três meses e some a duração. Se der perto do teto, ou se alguma dessas faixas tem data marcada, você já sabe a resposta. Se não der, o gratuito segura mais um trimestre.