A imagem do pin: formato, texto e leitura no celular
Redação Acelera Social
A proporção recomendada é 2:3 — ou 1.000 x 1.500 pixels. Pin mais alto que isso pode ser cortado na exibição. Está escrito nas especificações de produto do próprio Pinterest, com o resto das exigências técnicas.
Resolvida a proporção, sobra o trabalho de verdade: a sua imagem vai ser vista pequena, numa coluna estreita de celular, cercada de outras, sem ninguém lendo legenda ao lado. Ela precisa funcionar nesse tamanho.
O que a especificação oficial diz
| item | o que o Pinterest publica |
|---|---|
| proporção do pin de imagem | 2:3, ou 1.000 x 1.500 pixels |
| acima de 2:3 | pode aparecer cortado nos feeds |
| tipo de arquivo | .PNG ou .JPEG |
| tamanho máximo | 20 MB no computador, 32 MB no aplicativo |
Duas consequências. Quadrado e horizontal não são proibidos, só ocupam menos altura numa interface que distribui atenção por altura. E pin muito comprido, aquele infográfico de rolar, corre o risco de aparecer pela metade — a metade que você não escolheu.
O Pinterest converte o que você envia para JPEG. Se a arte tem texto fino ou gradiente delicado, exporte em PNG no sRGB e conte com alguma perda.
Passo 1: decida o que a imagem precisa dizer sem legenda
Na grade, a pessoa vê a imagem e, dependendo de onde está, um título cortado — o Pinterest avisa que só os 40 primeiros caracteres podem aparecer nos feeds. Título e descrição continuam importando, porque é por ali que a busca entende o assunto, mas isso é outro artigo: como o Pinterest entende o que você publicou.
Para a arte, o que vale é isto: escreva numa linha o que a pessoa ganha ao clicar. Antes de abrir o editor.
Se você não consegue escrever essa linha, a imagem não tem o que mostrar. É a hora de parar, não de escolher fonte.
Passo 2: texto na imagem — quanto, onde e para quê
Texto no pin não é legenda. É placa.
Uma ideia por pin. Se a arte tenta dizer duas coisas, ninguém lê nenhuma. Duas ideias são dois pins.
Diga o que a foto não mostra. A foto mostra o bolo. O texto diz "sem forno" ou "5 ingredientes". Repetir em texto o que a imagem já mostra é desperdiçar o único espaço que você tem.
Poucas palavras, em bloco. Uma linha forte e, no máximo, uma linha de apoio. Frase que quebra em quatro linhas vira parágrafo, e parágrafo em miniatura é textura cinza.
Longe das bordas. Deixe margem. A mesma arte é reaproveitada em outros formatos e cortes, e o que está na borda morre primeiro.
Três coisas que atrapalham quase sempre: o nome da sua marca como elemento principal, mais de duas famílias de fonte na mesma arte, e o título do artigo copiado palavra por palavra dentro da imagem.
Passo 3: contraste e corpo de fonte para tela pequena
Contraste tem critério objetivo. O padrão de acessibilidade da web, das diretrizes do W3C, pede 4,5:1 entre texto e fundo para texto normal e 3:1 para texto grande. Não é regra do Pinterest — é o mínimo para alguém ler numa tela pequena, com brilho de rua. Serve como piso.
Texto sobre foto raramente atinge esse piso sozinho. O que resolve:
- uma faixa de cor sólida atrás da frase
- uma camada escurecendo a foto inteira, não só um gradiente na ponta
- ou uma área da própria foto que já seja lisa e uniforme
Sobre o corpo da fonte, não existe número universal — depende da fonte, do peso e de quanto texto você pôs. Existe teste: reduza a imagem exportada até a largura de um polegar e olhe de longe. A linha principal tem de continuar legível. Se ela desaparece, aumente a fonte ou corte palavras. Quase sempre é cortar palavras.
Fonte fina, condensada, manuscrita ou toda em maiúsculas numa frase longa: tudo isso quebra primeiro quando a imagem encolhe. Guarde para o que é decorativo.
Passo 4: a prova da miniatura
Nenhum pin deve ser publicado sem passar por três checagens rápidas.
Encolha. Exporte, reduza para uma fração da largura, olhe com o braço estendido. Se sobrar a forma e a frase principal, passou.
Aperte os olhos. Desfoque mental. O que ainda se distingue é o que a pessoa vê rolando. Se o que sobra é uma mancha, o contraste está achatado.
Olhe no aplicativo, não no editor. Ao lado de pins de outras pessoas, no seu celular. É outra experiência, e arte que parecia limpa na tela grande costuma parecer vazia ali.
Um detalhe que passa batido: fundo branco. No feed claro o pin se dissolve na interface e perde a borda; no modo escuro ele flutua como um retângulo aceso. Uma cor de fundo definida, mesmo bem clara, resolve os dois casos.
O erro comum: capa bonita que não diz nada
A arte impecável, paleta harmônica, objeto bem fotografado, nenhuma palavra, nenhum assunto. Ela é salva — por gente colecionando estética, que não tem motivo nenhum para abrir o seu link. É o pin que engorda um número e não move o resto.
O erro espelho é o cartaz: título, subtítulo, três bullets, endereço do site e logo, tudo na mesma imagem de 1.000 x 1.500. Em miniatura, isso é ruído.
O ponto entre os dois é uma imagem que dá vontade de olhar e uma frase que dá motivo para clicar. Se você publica nos dois formatos, a decisão de imagem ou vídeo vem antes desta e está em pin de imagem ou pin de vídeo.
Como saber se funcionou
Compare pins do mesmo assunto, na mesma pasta, publicados em janelas parecidas — e mude uma variável por vez: só a frase, só o contraste, só o enquadramento. Trocar a arte inteira não ensina nada.
O limite: a imagem não explica tudo. Assunto, época do ano e concorrência de busca pesam junto, e um pin fraco em tema quente às vezes ganha de um pin bom em tema morto. O que cada indicador do painel realmente mede está em métricas do Pinterest.
Por último: se a sua mensagem só existe dentro da imagem, ela não existe para quem usa leitor de tela. Repita na descrição do pin o que está escrito na arte — o mesmo raciocínio de legenda e acessibilidade em vídeo.