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LinkedIn

A headline do seu perfil no LinkedIn: o que colocar ali

Redação Acelera Social

Perfil do LinkedIn com a linha abaixo do nome destacada e o resto do texto cortado

A headline é a linha logo abaixo do seu nome. Ela não fica parada no perfil: viaja com você pela rede inteira. O que colocar ali, em ordem de prioridade, é para quem você trabalha, o que você resolve e o termo que essa pessoa digitaria para achar alguém como você. Cargo e empresa entram depois disso, se sobrar espaço.

O LinkedIn preenche esse campo sozinho com "Cargo na Empresa" quando você cadastra uma experiência. Está correto e não diz nada.

Onde a headline aparece — e por que isso decide o que escrever

Poucos campos do LinkedIn são tão reaproveitados. A mesma linha entra:

  • na lista de resultados quando alguém pesquisa pessoas;
  • ao lado do seu nome em cada comentário que você deixa;
  • no convite de conexão, antes de a pessoa aceitar;
  • na caixa de mensagens, antes de abrir a conversa;
  • no painel de perfis parecidos, ao lado de gente que faz o que você faz.

Isso muda o alvo do texto. A headline não é lida por quem já decidiu abrir o seu perfil — é lida por quem está decidindo se abre. Vale lembrar que ela sai junto com cada comentário seu, e comentar nos posts dos outros é onde mais desconhecidos leem essa linha.

Passo 1: nomeie o que você resolve, não só o cargo

Cargo descreve a sua posição dentro de uma empresa. Quem lê está do lado de fora e quer saber outra coisa: se deve falar com você.

Gerente de Projetos
Gerente de Projetos · Implantação de ERP em indústria de médio porte

A segunda versão tem o mesmo cargo e mais uma informação: o problema. Um diretor industrial procurando quem já fez isso reconhece na hora.

Serve para quem não tem cargo formal também:

Advogada trabalhista para quem contrata o primeiro funcionário
Manutenção preditiva em compressores industriais · Grande Vitória

O teste é simples. Um estranho lê a linha e sabe dizer se o assunto dele é com você? Se hesita, falta substantivo.

Passo 2: inclua os termos que alguém digitaria para te achar

A busca por pessoas do LinkedIn lê o texto do seu perfil, e a headline é um dos campos que ela lê. Então escreva o termo que a pessoa procurando usa — não o nome interno da sua função.

Três trocas que aparecem sempre:

  • o apelido do cargo dentro da sua empresa pelo nome que o mercado usa;
  • a sigla sozinha pela sigla mais o nome escrito por extenso, porque cada pessoa digita de um jeito;
  • a especialidade genérica pela ferramenta ou setor concreto, quando é assim que te procuram.

Repetir o mesmo termo três vezes na mesma linha não ajuda em nada e queima o espaço. Coloque um termo principal e, no máximo, um secundário.

Aparecer na busca é o que a headline faz. O que a pessoa avalia depois de chegar no perfil é outro assunto, tratado em o que o recrutador vê quando encontra o seu perfil.

Passo 3: corte o que não cabe na tela do celular

No seu perfil a headline aparece inteira. Em quase todo o resto — resultado de busca, comentário, convite, sugestão de perfil — ela é cortada com reticências, e o ponto do corte depende do tamanho da tela.

A regra prática: o que é essencial vai no começo. Se a informação que te diferencia está depois do segundo separador, ela existe só para quem abriu o perfil, e essas pessoas já iam ler a seção "Sobre".

Como conferir sem adivinhar: no celular, pesquise o seu próprio nome e olhe como a linha chega no resultado. Depois abra um post onde você comentou e olhe o comentário. É o mesmo texto em duas larguras diferentes, e você vê onde ele quebra.

Erro comum: frase de efeito sem nenhum substantivo concreto

"Transformando ideias em resultados extraordinários" não tem uma palavra pesquisável e não informa nada. Quem lê termina a frase sem saber a sua área.

O sinal de alerta é o teste do oposto: se ninguém no LinkedIn escreveria o contrário da sua headline, ela não está dizendo coisa alguma. Ninguém se apresenta como quem transforma ideias em resultados medíocres.

Erro comum: encher de emoji e separador

Um separador organiza a linha. Quatro transformam a leitura em ruído, ocupam espaço que já é curto e são lidos em voz alta por leitores de tela, um por um.

Emoji tem um uso legítimo: marcar o setor de forma imediata. Passando disso, ele empurra a informação para depois do corte.

Como medir se funcionou

O painel do seu perfil mostra aparições em pesquisas: quantas vezes você apareceu em resultados de busca num período recente. É o número mais próximo do efeito de uma headline nova, porque a busca é justamente onde esse texto trabalha. Dependendo do seu tipo de conta, ele também lista os termos e os cargos de quem pesquisou — esse detalhe não aparece igual para todo mundo.

Duas ressalvas honestas. A primeira é que aparições em pesquisas é um número diferente de quem visitou o seu perfil, e os dois se movem por motivos diferentes: o segundo está explicado em quem viu seu perfil no LinkedIn. A segunda é que publicar e comentar mais levanta tudo ao mesmo tempo. Para atribuir a mudança à headline, compare semanas em que a sua atividade foi parecida — e não espere leitura limpa nas primeiras semanas.

O que a headline não faz

Ela converte quem chegou perto. Não traz ninguém sozinha: se quase nenhuma busca alcança o seu perfil e você não comenta em lugar nenhum, não existe texto bom o suficiente para consertar isso.

E ela é específica do LinkedIn. O campo curto do topo do perfil existe em outras redes, mas com outra função — no Instagram ele não entra em busca por pessoas e é lido depois do conteúdo, não antes, como está em a primeira linha da bio do Instagram.